Os Benefícios de Ver as Relíquias
Ver relíquias sagradas nos inspira a desenvolver os nossos próprios corações e mentes, desenvolver bondade amorosa e compaixão, assim como nos inspiram a entender os ensinamentos espirituais.
Quando o Buda viveu na Índia em aproximadamente 563 A.C., as pessoas daquela época tiveram a oportunidade de ver e ouvi-lo, de receber suas bênçãos da sua forma humana. Em aproximadamente 483 a.C. Buda deixou esta Terra passando para o nirvana (o estado iluminado) com a morte de seu corpo. Naquela época, de maneira compassiva, ele deixou suas relíquias, assim hoje nós ainda temos a oportunidade de receber diretamente as bênçãos de Buda.
Mestres espirituais ao longo da história deram suas bênçãos ao mundo através de suas relíquias dessa maneira e este fenônemo ainda acontece nos dias de hoje. Em 2001, Lama Konchog, um venerado estudioso Tibetano e meditante, faleceu no monastério Kopan, no Nepal. Depois que seu corpo foi cremado, aqueles que compareceram aos ritos de seu funeral ficaram surpresos ao descobrirem centenas e centenas de relíquias na forma de cristal entre suas cinzas.
Sobre as Relíquias
Lama Zopa Rinpoche
“O Buda emanou muitos tipos de relíquias da sua compaixão, para que nós, seres sencientes, pudéssemos gerar fé em nossas mentes como causas para receber bênçãos, purificar nossas negatividades, e acumular méritos.
“Dar oportunidade às pessoas para verem as relíquias de Buda e de outros mestres, é ajudar a cumprir com as intenções daqueles seres sagrados que as manifestaram essas relíquias.
“Quando você vê relíquias de seres sagrados, pense da seguinte maneira: ‘Neste momento, estes seres sagrados estão nos beneficiando, emanando relíquias que nos capacitam a acumula méritos e purificar negatividades, nos levando assim à liberação e iluminação’.
“Deveríamos rezar pensando, ‘Que nós também atinjamos estas realizações como vocês seres sagrados atingiram. Que nós possamos beneficiar os seres sencientes de forma extensiva como vocês seres sagrados os beneficiaram’.
“Nós também deveríamos nos regozijar pelas virtudes de todos os Budas e bodisatvas – por todas as qualidades de seus corpos sagrados, e mente – assim como por todos os seus grandes feitos pelos ensinamentos e pelos seres sencientes.
“Esta é a razão pela qual essas relíquias são consideradas muito sagradas e preciosas. Relíquias são manifestadas e deixadas devido à bondade de seres sagrados para beneficiar os seres sencientes para acumular méritos e purificar seus obscurecimentos.”
Lama Thubten Zopa Rinpoche é o Diretor Espiritual do Projeto Maitreya e da Fundação Para a Preservação da Tradição Mahayana - Foundation for the Preservation of the Mahayana Tradition (FPMT). Ele é a reencarnação do yogi Sherpa Nyingma Kusang Yeshe, o Lama Lawudo. Rinpoche nasceu em 1946 em Thami, não muito distante da caverna Lawudo, na região do Monte Everest no Nepal, onde seu predecessor meditou por seus últimos vinte anos de sua vida.
Depois da invasão comunista no Tibet, Rinpoche escapou em 1959 e continuou seus estudos no monastério de Será Je em Buxa Duar, ao norte da Índia, onde ele conheceu seu principal professor, Lama Thubten Yeshe, com quem ele depois fundou a Fundação Para a Preservação da Tradição Mahayana (FPMT). A FPMT é uma organização mundial com mais de 151 países dedicados a transmissão dos valores Budistas através de ensinamentos, meditação e serviços comunitários.
Junto com tantas outras atividades de caridade de Lama Zopa Rinpoche ele começou e continua a guiar o Projeto Maitreya.
O Venerável Ribur Rinpoche
“Quando eu estava no Tibet, havia muitas relíquias antes de os chineses comunistas aparecerem. Quando eles vieram, levaram todas elas. Até mesmo para ter acesso aos containeres onde as relíquias estavam guardadas você teria que passar por uma enorme burocracia e dificuldades.
“Há um lugar próximo a Bumbai onde estão as relíquias de Sariputra e Maudgalyayana, os dois principais discípulos arhats do Buda Sakyamuni. Essas relíquias são guardadas de maneira muito restrita Você não consegue apenas entrar e ter o mesmo acesso que se tem hoje aqui [no Santuário do Coração da Turnê das Relíquias]. Você tem que preencher um formulário de aplicação para o Governo Central Indiano e isso leva tempo. Se sua aplicação é aceita, um oficial vem com o selo do governo para abrir o lugar das relíquias. È necessário muito esforço para ter acesso a essas relíquias.
“Em Sanath, Índia, perto de Benares, há um templo com as relíquias de Buda. E lá também não é fácil. Tivemos que pedir ao abade, e ele nos mandou dois monges. Tivemos que fazer uma enorme oferenda ao templo somente para conseguirmos arrumar um lugar na fila. E depois foi tudo muito curto, muito rápido para ter acesso ás relíquias de Buda. Então isso não foi fácil.
“Normalmente, isso não é assim hoje [no Santuário do Coração da Turnê das Relíquias], onde as relíquias são acessadas facilmente, onde você pode ver muitas relíquias e receber suas bênçãos por quando quiser, por lazer. Isto se deve exclusivamente pela bondade de Lama Zopa Rinpoche e ao Projeto Maitreya. Lama Zopa Rinpoche é excepcional em suas atividades no fato de ter conseguido coletar um tão grande número de relíquias de todo o mundo. E elas estão aqui.
“Posso garantir que as relíquias de Je Tsong Khapa e Lama Pabongka Dorje Chang as verdadeiras relíquias desses dois grandes seres. Posso garantir a você que a relíquia do corpo sagrado de Je Tsongkhapa estava sendo preservada desde sua morte até o começo da década de 60 no Grande Relicário Ganden no Monastério Ganden. Após um tempo, algumas das pessoas envolvidas a força na destruição daquela estupa, puderam secretamente coletar e guardar todas as relíquias, o corpo sagrado e ossos de Je Rinpoche que posteriormente nós pudemos recuperar. As relíquias de Je Rinpoche que ofereci ao Lama Zopa Rinpoche são exatamente as mesmas relíquias que vieram daquele relicário em particular.
“Há muitas outras relíquias muito poderosas no Santuário do Coração da Turnê das Relíquias. Somente em vendo as relíquias de Buda, isto já purifica uma quantidade incrível de Carma negativo (ações e hábitos) e isso serve para todas as outras relíquias também. Elas ao tão inacreditavelmente difíceis de achar Possuí-las é algo quase impensável.”
Ribur Rinpoche (1923 – 2006) nasceu no Tibet e foi reconhecido pelo Décimo Terceiro Dalai Lama como a reencarnação do lama líder do Monastério Ribur. Rinpoche estudou no monastério Sera Me no Tibet, onde recebeu seu grau de Geshe em 1948.
Ele ficou confinado por 18 anos em Lhasa, depois da ocupação da China Comunista do Tibet. No fim da Revolução Cultural em 1976, Rinpoche passou mais de dez anos em campos de trabalho Chinês e conseguiu um trabalho com o Escritório de Assuntos Religiosos no Tibet. Em uma de suas viagens à China, ele trabalhou com Lama Panchen e recuperou objetos sagrados – inclusive a famosa Estátua de Buda Sakyamuni no templo Ramoche – que havia sido desmontada e mandada para China. Ele também remontou e estupa destruída de Lama Tsongkhapa, que continha as relíquias sagradas de corpo de Lama Tsongkhapa.
Desde seu exílio na Índia em 1985, Ribur Rinpoche escreveu numerosas biografias de grandes lamas, como o Décimo Terceiro Dalai Lama, e uma extensa história do Tibet, onde inclui sua autobiografia.
Ribur Rinpoche passou muitos anos de sua vida vivendo nos Estados Unidos, onde deu ensinamentos e organizou retiros, antes de voltar a Índia, onde veio a falecer.
O Venerável Kirti Tsenshab Rinpoche
“Os benefícios de ver as relíquias são ótimas. Elas são geradas por seres iluminados com grande compaixão.
“É dito que o corpo de Buda é vasto como o oceano mas seres comuns não conseguem percebê-lo. Para o bem deles, os Budas manifestam relíquias com meios de transmitir as bênçãos de seus corpos, fala e mentes.“O Buda falou que há quatro lugares especiais, ‘o lugar de meu nascimento, o lugar de minha iluminação, o lugar onde dei ensinamentos e o lugar onde morrerei. Visitar um desses lugares é equivalente a me encontrar pessoalmente’. O mesmo se aplica às relíquias.
“A estátua de Maitreya por si só é um objeto muito poderoso. Guardar as relíquias em seu coração então multiplica seus poderes e bênçãos. É como aumentar o valor e a intensidade do brilhar do sol em apenas um lugar.”
Kirti Tsenshab Rinpoche (1926 - 2006) nasceu ao leste do Tibet. Ele foi um dos detentores da linhagem Kalachakra e um dos professores de Sua Santidade o Dalai Lama e de Lama Zopa Rinpoche.
Depois de escapar do Tibet em 1959, Kirti Tsenshab Rinpoche ensinou órfãos tibetanos no vilarejo das Crianças Tibetanas, em Dharamsala, Índia. Com 45 anos ele começou um retiro de meditação de 15 anos em um pequeno eremitério de pedra na Índia.
Rinpoche deu ensinamentos em todo o mundo em muitos países, incluindo: Austrália, Alemanha, Holanda, Hong Kong, Itália, Nova Zelândia, Singapura, Taiwan, e Estados Unidos.


“O Buda emanou muitos tipos de relíquias da sua compaixão, para que nós, seres sencientes, pudéssemos gerar fé em nossas mentes como causas para receber bênçãos, purificar nossas negatividades, e acumular méritos.
“Quando eu estava no Tibet, havia muitas relíquias antes de os chineses comunistas aparecerem. Quando eles vieram, levaram todas elas. Até mesmo para ter acesso aos containeres onde as relíquias estavam guardadas você teria que passar por uma enorme burocracia e dificuldades.
“Os benefícios de ver as relíquias são ótimas. Elas são geradas por seres iluminados com grande compaixão.